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Febre Amarela: vacinação e monitoramento da doença devem ser reforçados no meio rural e urbano

Febre Amarela: vacinação e monitoramento da doença devem ser reforçados no meio rural e urbano

Em janeiro, mais de 20 macacos foram encontrados mortos na região de Guarapuava. Só no município foram cinco animais no distrito de Guairacá e um no Jordão. Em Turvo, seis macacos foram encontrados e em Pitanga outros sete. Todos os animais foram recolhidos e levados para análise na UFPR (Universidade Federal do Paraná).

 Ainda aguardando o resultado das análises, a Secretaria Municipal de Saúde de Guarapuava reforçou o chamado para vacinação, com um adendo: neste ano há o reforço da vacina para crianças até cinco anos de idade.  Para pessoas com mais de cinco anos, a dose da vacina é única.
 No meio rural, a diretora da Vigilância Epidemiológica, Chayane Andrade destaca que já foi realizada uma intervenção pela equipe da saúde em algumas comunidades, conscientizando a população sobre a importância da vacinação contra a febre amarela. “Nossa equipe foi de casa a casa fazendo este chamado e pretendemos retornar novamente em algumas comunidades, como no Guará, por exemplo”. 
Segundo o secretário municipal de Saúde, Celso Goes, mais de 20% da população de Guarapuava ainda precisa ser vacinada. “Para o público rural, em especifico, é importante ressaltar que, por exemplo, se um produtor rural tiver um volume de funcionários e da família, basta fazer um agendamento na Vigilância Epidemiológica, que nós podemos mandar uma equipe até a propriedade rural para fazer a vacinação destas pessoas. Basta reunir todos no mesmo horário e entrar em contato”. O mesmo pode ser feito em associações e comunidades rurais, por exemplo.  
Além da vacinação, outra medida preventiva deve ser tomada: a eliminação dos focos de criadores do mosquito Aedes aegypti, já que além de transmitir a dengue e outras doenças também é transmissor da Febre Amarela. “Monitoramento da água parada nas casas ou propriedades rurais é muito importante, não só agora, mas sempre. Nós sabemos que tem muita captação de água e cisternas em propriedades rurais, então pedimos atenção para eliminar os focos de criadores do mosquito”, sinaliza Goes. 
Chayane finaliza fazendo uma observação importante: “A febre amarela é uma doença infecciosa grave que pode levar à morte, se não for tratada de imediato. E ela é imunoprevenível, basta se vacinar”. 
No município, todas as UBS (Unidades Básicas de Saúde) estão disponibilizando a vacina para a faixa etária entre nove meses e 59 anos, com exceção da unidade do Feroz. Para se imunizar é necessário apresentar a carteira de vacinação, cartão do SUS e um documento com foto. As unidades de Pronto Atendimento do Batel, Primavera e Trianon não realizam a vacina. Após a leitura da caderneta, será verificada a necessidade de aplicação da dose. Em caso de dúvida se tomou ou não a vacina, a equipe de saúde orienta se vacinar. 

Macacos são vítimas da Febre Amarela e não transmissores 

A médica veterinária do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS),  da  Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA), Paula Linder explica que o  ciclo urbano da febre amarela ocorre quando o mosquito Aedes aegypti transmite o vírus para as pessoas. Já o ciclo silvestre/rural, os mosquitos dos gêneros Sabethes e Haemagogus  transmitem a doença aos macacos e aos humanos que adentram à mata por algum motivo. “O vírus é o mesmo, o que muda é o tipo de mosquito vetor da doença”, ressalta.
Paula destaca ainda que os macacos (como, por exemplo, bugil) não são transmissores da doença e sim vítimas, assim como os humanos. “Os macacos são os primeiros a adoecer, pois vivem nas matas e são a grande fonte de repasto sanguíneo dos mosquitos que transmitem a febre amarela. Ao morrer, eles mostram para nós onde o vírus está circulando. Matar os macacos não evita a doença, além de confundir e atrasar o serviço da vigilância em saúde dos municípios, que precisa realizar os procedimentos de coleta de amostras em animais que não morreram de febre amarela”. 
A médica veterinária repassa ainda as ações que devem ser tomadas, se for avistado algum macaco morto de qualquer espécie em regiões rurais ou silvestres. “Não se deve tocar na carcaça e ligar imediatamente para a Vigilância em Saúde municipal, mesmo nos finais de semana e feriados. Este ato é muito importante para o monitoramento da doença”. 
Para entrar em contato com Vigilância Epideomológica e Sanitária em Guarapuava, basta ligar no telefone: (42) 3624-4819.

Foto: Prefeitura Municipal

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