Sistema FAEP/SENAR
A CASA DO PRODUTOR RURAL NA CIDADE

Revistas

Mariana Serpa conta a experiência de estágio em Medicina Veterinária no Hipódromo Chile

Mariana Serpa conta a experiência de estágio em Medicina Veterinária no Hipódromo Chile

Mariana Serpa sempre gostou de estar em meio aos cavalos. Quando entrou para a graduação de Medicina Veterinária, já sabia que essa seria sua área de especialização. No último ano de graduação com os estágios obrigatórios, ela teve a oportunidade de fazer um deles no Hipódromo Chile, em Santiago.

“Meu estágio foi em agosto, setembro e alguns dias de outubro do ano passado. O Chile é referência em equideocultura. Lá eles têm muito cavalo, muitas raças e a genética é muito boa. E com isso, eles acabam sendo referência nas provas esportivas também”, conta Mariana.

A recém-formada relatou que pelo país ser referência nos esportes com os equídeos, foram desenvolvidas muitas técnicas de bem-estar animal. “Todo meu estágio foi basicamente em clínica equina, diagnóstico por imagem e atendimento emergencial. Eram feitos a avaliação dos animais pré-carreira e também o antidoping. A avaliação era para ver se o animal não tinha nenhuma dor e o estado corporal dele. E o doping pegava o uso de qualquer analgésico, provando que o animal estava em bom estado para correr. No hospital eram feitos acompanhamentos de lesões por exame clínico e exames complementares, como raio x e ultrassom”.

Além disso, Mariana teve seu estágio vinculado à Universidade Mayor, no Chile. Com isso, ela teve a oportunidade de apresentar seu trabalho de conclusão de curso lá e ouvir as considerações dos professores e pesquisadores do país. “Foi uma oportunidade muito bacana e eu não estava esperando por isso. O tema do meu trabalho foi a Púrpura Hemorrágica, uma doença pouco pesquisada e explorada. A doença é quando evolui de uma hemorragia pulmonar induzida pelo esforço pós- carreira. Os principais sinais clínicos são o aparecimento de petéquias nas mucosas, edema em membros e ventral do abdômen e vasculite”.

Para ela, a oportunidade foi muito rica. “Além do lado profissional, onde pude observar técnicas avançadas e que posso trazer para meu trabalho aqui na região de Guarapuava, foi uma experiência muito rica no meu lado pessoal também. Pude desenvolver meu espanhol e sair da zona de conforto, me virar em outro país com outro idioma, cultura e costumes”. A médica veterinária também fez estágio no Jockey Clube Paraná, em Curitiba.

O produtor rural associado ao Sindicato Rural de Guarapuava, Dario Serpa, pai de Mariana, deu o maior apoio para a filha ir fazer o estágio fora do país. “Quando ela me perguntou se iria mesmo, eu logo falei que tinha que aproveitar a oportunidade. Estar lá e observar a maneira com que eles trabalham com os equídeos só enriqueceu a formação profissional dela. Fiquei muito orgulhoso também pelo trabalho de conclusão de curso dela, que foi excelente, um tema desafiador. Tanto que ficou na biblioteca da faculdade aqui disponível como referência bibliográfica”.

Mariana atualmente presta assistência técnica em equídeos na região de Guarapuava. “Eu observo uma preocupação maior com o bem-estar dos animais quando eles estão dentro do mundo esportivo. Mas ainda falta conhecimento. Por isso, o médico veterinário é importante para prevenir lesões futuras e chegar num tratamento que consiga prezar o bem-estar animal. Para ele não sentir dor ou ter estresse desnecessário”, considera.

Veja também

Revista do Produtor Rural ed 114

Revista do Produtor Rural ed 114

Revista do Produtor Rural ed 113

Revista do Produtor Rural ed 113

Revista do Produtor Rural ed 112

Revista do Produtor Rural ed 112

Revista do Produtor Rural ed 111

Revista do Produtor Rural ed 111

Revista do Produtor Rural ed 110

Revista do Produtor Rural ed 110

Revista Visual ed. 109

Revista Visual ed. 109

← Voltar para Revistas